Graça Soberana

CENTRADOS NO EVANGELHO: reflexões cristocêntricas sobre a graça e as insondáveis riquezas do evangelho na vida de um desprezível pecador

Cremos que…

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… a Bíblia é a Palavra de Deus, plenamente inspirada e livre de erros. É a autoridade suprema e final em todas as questões da vida e da fé cristã.

… há somente um Deus vivo e verdadeiro, que existe eternamente em três pessoas —Pai, Filho e Espírito Santo—, as quais são iguais em cada perfeição divina e executam ofícios distintos, mas harmônicos em toda a obra da Divindade.

… o homem foi criado por Deus à imagem de Deus, mas por seu pecado incorreu morte física e espiritual. Por conseguinte, todas as pessoas estão separadas de Deus por seu pecado, estando perdidas e sem esperança à parte da salvação em Cristo.

… o evangelho são as boas notícias das ações salvíficas de Deus para com pecadores por meio de Jesus Cristo. Jesus Cristo,o Filho eterno de Deus, tomou a forma humana, viveu uma vida sem pecado e morreu uma morte substitutiva em lugar de pecadores.

… a salvação é um dom gratuito que se dá somente pela graça de Deus, por meio da fé em Jesus Cristo. Qualquer pessoa que abandonar seus pecados e confiar em Jesus Cristo e em sua morte a favor delas recebe o perdão dos pecados e o dom da vida eterna.

… o Espírito Santo opera progressivamente para transformar crentes genuínos, tornando-os cada vez mais semelhantes a Cristo. Sua obra é realizada em nossos corações por meios designados por Deus, como o estudo das Escrituras, a oração, a adoração e a comunhão com outros crentes. O Espírito Santo também capacita os crentes para o testemunho e o serviço cristão e dá dons para a edificação do corpo de Cristo, a igreja.

… a igreja  universal, composta de seguidores genuínos de Cristo, existe para adorar, servir e glorificar a Deus. Todos os membros da igreja universal devem ser membros vitalmente comprometidos de uma igreja local, onde recebem cuidado pastoral e a oportunidade de empregar os dons que Deus lhes concedeu para servi-lo.

… Jesus Cristo voltará à terra, pessoal e visivelmente, para estabelecer seu Reino em novos céus e na nova terra. Cremos na ressurreição corpórea dos salvos e dos perdidos —os salvos para o gozo eterno, vivendo e reinando com Cristo, e os perdidos para a punição eterna, distantes da presença benevolente de Deus.

Nossas principais crenças e ênfases doutrinárias

No cerne de nossa doutrina está o evangelho de Jesus Cristo. O evangelho é nossa paixão primordial, tanto em nossa proclamação quanto em nossa vida diária. Somos ativos e intencionais no que diz respeito a sermos centrados na cruz e centrados no evangelho. Em torno desse cerne está uma ênfase na sã doutrina. Descrevemos nossa doutrina como “essencialmente reformada”, o que inclui, no entanto, um compromisso com uma prática continuacionista conforme definida pela Bíblia. Por último, desejamos que todas essas convicções inspirem uma paixão pela igreja local, o contexto em que todos os crentes devem crescer em santidade, ser equipados para o serviço e dar testemunho da graça salvífica de Deus.

Em que diferimos de outros irmãos que se identificam como reformados

Uma forma útil de resumir nossas convicções reformadas é que defendemos a soteriologia (doutrina da salvação) reformada. Cremos que Deus é soberano sobre  todas as coisas, incluindo-se a salvação de indivíduos pecadores, e que todas as coisas, incluindo-se a salvação, têm como alvo supremo a glória de Deus. Tal perspectiva mantém o evangelho no centro e permite que a graça seja de fato surpreendente.

Com certeza cremos nas doutrinas que foram ao longo da história denominadas TULIP:

T otal depravação;

E leição incondicional [do inglês unconditional election];

L imitada expiação ou, numa forma talvez mais precisa, redenção particular;

I rresistível graça ou, numa forma mais precisa, chamado eficaz e

P erseverança dos santos.

No entanto, jamais queremos nos focar em aspectos mais estreitos da teologia reformada em detrimento das verdades centrais e que compartilhamos com muitos outros cristãos. Entre essas verdades estão o evangelho, sola fide (justificação pela fé somente), sola gratia (salvação somente pela graça), solus Christus (a centralidade e primazia de Cristo sobre todas as coisas), sola Scriptura (somente as Escrituras são a fonte exclusiva e infalível de doutrina e autoridade) e soli Deo gloria (tudo somente para a glória de Deus) — os chamados cinco solas da Reforma.

Embora creiamos que a teologia reformada fielmente representa o ensino das Escrituras, nosso compromisso teológico supremo não é a um sistema específico de teologia, mas a uma teologia que seja bíblica. Não temos mais nada de que nos gloriar senão na cruz de Cristo.

Além desse acordo em relação aos princípios gerais da teologia reformada, há alguns poucos aspectos de doutrina e prática que são comuns a muitas tradições reformadas, mas que não defendemos. Entre eles. O batismo infantil, o cessacionismo (a crença de que alguns dos dons espirituais miraculosos cessaram) e alguns tipos de governo eclesiástico tradicionalmente reformados.

Como podemos ser ao mesmo tempo reformados e continuacionistas

Embora essa combinação não seja comum, não é de forma alguma incoerente teologicamente. A perspectiva cessacionista (ou seja, a crença de que os chamados “dons de sinais” do Novo Testamento deixaram de existir após os apóstolos) não é uma conclusão que decorre obrigatoriamente dos princípios gerais da teologia estamos focados em Cristo e nele crucificado, todos compartilhamos da alegria de ver o evangelho ser proclamado.

O que cremos sobre os dons espirituais e a obra do Espírito Santo

Defendemos a continuação de todos os dons espirituais dados à igreja e mencionados nas Escrituras. Nada encontramos na Escritura que nos leve a supor que esses dons deixaram ou deixarão de existir antes do retorno de Cristo. Antes, a Escritura mostra esses dons disponíveis ao crente e vitais à missão da igreja. Queremos ser obedientes às ordens bíblicas, não apenas para reconhecermos os dons espirituais, mas para ardentemente desejá-los (cf. 1Coríntios 14.1).

Assim, somos continuacionistas pelo fato de crermos na obra atual do Espírito Santo nas muitas formas em que essa obra é descrita e manifesta na Escritura. No entanto, temos o cuidado de enfatizar a obra mais ampla do Espírito. Jamais queremos estar ocupados em primeiro lugar com os aspectos “fenomenais” da obra do Espírito negligenciando assim as incontáveis maneiras em que o Espírito opera em nossa vida. Mais importante que tudo, nada poderia ser mais sobrenatural, fenomenal, espetacular, milagroso ou poderoso do que a obra de Deus de regenerar o coração de uma pessoa.

Para saber mais, leia toda a Declaração de Fé a seguir.

A Declaração de Fé abaixo foi redigida por Sovereign Grace Ministries [Ministérios Graça Soberana] e certamente consiste numa súmula das convicções deste blog. Os Ministérios Graça Soberana também apóiam e defendem, assim como este blog, as seguintes declarações: The Danvers statement: The Council on Biblical Manhood and Womanhood [A Declaração de Danvers: Conselho sobre Masculinidade e Feminilidade Bíblicas] e The Gospel of Jesus Christ: an Evangelical celebration [O Evangelho de Jesus Cristo: uma celebração evangelical].

As Escrituras. Aceitamos que a Bíblia, com os 39 livros do Antigo Testamento e os 27 do Novo, é a Palavra escrita de Deus. Ela é um registro fundamental e infalível da auto-revelação de Deus à humanidade. Conduz-nos à salvação mediante a fé em Jesus Cristo. Tendo sido outorgadas por Deus, as Escrituras são plena e verbalmente inspiradas por ele. Portanto, exatamente da forma em que foi transmitida por Deus, a Bíblia está isenta de erro em tudo o que ensina. Cada livro deve ser interpretado de acordo com a finalidade que tem e com os antecedentes histórico-geográficos. A interpretação deve se dar em reverente obediência ao Senhor, que fala pela Bíblia com poder vivificante. Todo crente é incentivado a ler a Escritura e a diligentemente aplicá-la a sua vida. Ela é a regra plena de autoridade e o guia normativo para o viver, a prática e a doutrina cristã. É perfeitamente suficiente e nada lhe deve ser acrescentado, nem parte alguma sua deve ser suplantada ou substituída por tradições posteriores a ela, por revelações externas a ela ou pela sabedoria deste mundo. Cada formulação teológica, seja de credo, seja de confissão, seja de teologia, deve passar pelo exame pleno do conselho de Deus presente nas Escrituras Sagradas.

Deus é trino e uno. Há um único Deus: infinito, eterno, todo-poderoso e perfeito em santidade, verdade e amor. Na unidade da divindade há três pessoas — Pai, Filho e Espírito Santo —, coexistentes, co-iguais, co-eternas. O Pai não é o Filho, e o Filho não é o Espírito Santo; mesmo assim, cada um é verdadeiramente Deus. Um só Deus — Pai, Filho e Espírito Santo — é o fundamento da fé e da vida cristã.

Deus-Pai. Deus-Pai é o Criador dos céus e da terra. Por sua palavra e para sua glória, ele criou o mundo a partir do nada, de forma livre e sobrenatural. Pela mesma Palavra, ele diariamente sustenta todas as suas criaturas. Reina sobre todos e é o único Soberano. Seus planos e propósitos não podem ser frustrados. Ele é fiel a cada promessa que faz, opera todas as coisas para o bem daqueles que o amam e sua graça insondável entregou seu Filho, Jesus Cristo, para redimir a humanidade. Ele criou o homem para ter comunhão com ele, e pretendia que toda a criação vivesse para o louvor de sua glória.

Jesus Cristo. Jesus Cristo, o Filho unigênito de Deus, é a Palavra eterna que se fez carne, sobrenaturalmente concebido pelo Espírito Santo, nascido da virgem Maria. Foi perfeito em natureza, ensino e obediência. É plenamente Deus e plenamente homem. Esteve sempre com Deus e é Deus. Por meio dele todas as coisas foram criadas e passaram a existir. Ele era antes de todas as coisas e nele todas as coisas se mantêm pela palavra de seu poder. Ele é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação, e nele corporalmente habita a plenitude de Deus. Ele é o único Salvador dos pecados do mundo, tendo derramado seu sangue e experimentado a morte vicária na cruz do Calvário. Ao morrer em nosso lugar, ele revelou o amor divino e fez valer a justiça divina, eliminando nossa culpa e reconciliando-nos com Deus. Tendo-nos redimido do pecado, no terceiro dia ressurgiu fisicamente do sepulcro, vitorioso sobre a morte e sobre os poderes das trevas, e por um período de quarenta dias apareceu para mais de quinhentas testemunhas, apresentando muitas provas convincentes de sua ressurreição. Subiu ao céu, onde, à direita de Deus, intercede por seu povo e governa como Senhor sobre todos. Ele é o cabeça de seu Corpo, a Igreja, e deve ser adorado, amado, servido e obedecido por todos.

O Espírito Santo. O Espírito Santo, Senhor e Doador da vida, convence o mundo do pecado, da justiça e do juízo. Mediante a proclamação do Evangelho, ele persuade os homens para que se arrependam de seus pecados e confessem a Jesus como Senhor. Pelo mesmo Espírito, o homem é levado a confiar na misericórdia divina. O Espírito Santo une os crentes a Jesus Cristo em fé, opera o novo nascimento e habita com os regenerados. O Espírito Santo veio para glorificar o Filho, que veio por sua vez para glorificar o Pai. Ele conduzirá a Igreja a um entendimento correto e a uma aplicação profunda da verdade da Palavra de Deus. Deve ser respeitado, honrado e adorado como Deus, a terceira pessoa da Trindade.

O homem. Deus criou o ser humano — homens e mulheres — à sua imagem, como coroa da criação, para que pudesse ter comunhão com ele. Tentado por Satanás, o homem rebelou-se contra Deus. Tendo-se afastado de seu Criador, mas ainda devendo prestar contas a ele, o homem sujeitou-se à ira divina, tornou-se depravado em seu interior e, aparte da obra especial da graça, passou a ser completamente incapaz de retornar para Deus. Essa depravação é absoluta e devastadora. Estende-se à sua mente, à sua vontade e aos seus sentimentos e afeições. O não-regenerado vive sob o domínio do pecado e de Satanás. Está em inimizade com Deus, sendo hostil para com ele e acalentando um sentimento de aversão (ódio) para com ele. As pessoas decaídas e pecaminosas, independentemente de caráter e conquistas, estão perdidas e não têm esperança senão na salvação possível exclusivamente em Cristo.

O Evangelho. Jesus Cristo é o Evangelho. As boas-novas são reveladas em seu nascimento, vida, morte, ressurreição e ascensão. A crucificação de Cristo é o âmago do Evangelho, e sua ascensão é o apogeu do Evangelho. A morte de Cristo é um sacrifício substitutivo e propiciatório feito a Deus por nossos pecados. Ele satisfaz as exigências da santa justiça de Deus e aplaca sua santa ira. Também demonstra seu misterioso amor e revela sua surpreendente graça. Jesus Cristo é o único mediador entre Deus e o homem. Não há outro nome pelo qual o homem deva ser salvo. No cerne de toda sã doutrina está a cruz de Jesus Cristo e o privilégio infinito dos pecadores redimidos de glorificar a Deus em razão daquilo que operou. Portanto, queremos que tudo o que aconteça em nosso coração, em nossas igrejas e ministérios parta da Cruz e esteja relacionado com ela.

A resposta do homem diante do Evangelho. A forma de o homem reagir ao Evangelho está enraizada na eleição livre e incondicional feita por Deus para seu deleite e sua glória, e tem bem base nessa eleição. É também correto afirmar que a mensagem do evangelho só tem efeito para os que genuinamente se arrependem de seus pecados e, pela graça de Deus, depositam em Cristo sua fé para salvação. O evangelho da graça deve ser sinceramente pregado a todos os homens em todas as nações. O arrependimento bíblico caracteriza-se por uma vida transformada, e a fé salvadora evidencia-se pelo serviço ou pelas obras no reino. Embora nem o arrependimento nem as obras salvem, ninguém pode se tornar discípulo de Cristo se não estiver disposto a negar a si mesmo, tomar sua cruz e segui-lo.

A herança do homem por meio do Evangelho. A salvação, o dom gratuito de Deus, é oferecida somente pela graça, somente pela fé, somente por causa de Cristo, somente para a glória de Deus. Qualquer pessoa que se volte do pecado em arrependimento e olhe para Cristo e sua morte substitutiva recebe o dom da vida eterna e é declarada justa por Deus como dom gratuito. A justiça de Cristo é imputada a essa pessoa. Ela é justificada e plenamente aceita por Deus. Mediante a expiação de Cristo pelo pecado, a pessoa é reconciliada com Deus como Pai e torna-se seu filho ou filha. O crente é perdoado da dívida de seu pecado e, mediante o milagre da regeneração, é liberto da lei do pecado e da morte para a liberdade do Espírito de Deus.

A santificação. O Espírito Santo é o agente ativo de nossa santificação e procura produzir seu fruto em nós à medida que nossas mentes são renovadas e somos conformados à imagem de Cristo. Embora o pecado continue a ser uma realidade presente, à medida que somos guiados pelo Espírito, crescemos no conhecimento do Senhor, livremente guardando seus mandamentos e esforçando-nos para viver no mundo de forma que todas as pessoas possam ver nossas boas obras e possam glorificar nosso Pai que está nos céus. Todo crente é exortado a perseverar na fé, sabendo que deverá prestar contas a Deus por cada pensamento, palavra e ato. As disciplinas espirituais, sobretudo o estudo da Bíblia, a oração, a adoração e a confissão, são meios de graça vitais para isso. No entanto, a confiança do crente para perseverar baseia-se na promessa segura de Deus de preservar seu povo até o fim, o que é garantia inequívoca.

Revestidos pelo poder do Espírito. Além de efetuar a regeneração e a santificação, o Espírito Santo também confere poder ao crente para o testemunho e o serviço cristão. Embora o Espírito Santo habite em todo crente genuíno no momento da conversão, o Novo Testamento ressalta a importância de uma operação continuada de revestimento de poder, posterior também à conversão, por parte do Espírito. A habitação e o enchimento do Espírito são experiências teologicamente distintas. O Espírito Santo deseja encher todo crente de modo contínuo, com poder cada vez intenso para a vida e para o testemunho cristão, e concede seus dons sobrenaturais para a edificação do Corpo e para as diversas operações de ministério no mundo. Todos os dons do Espírito em funcionamento na igreja do primeiro século estão disponíveis hoje, são vitais para a missão da igreja e devem ser diligentemente almejados e praticados.

A Igreja. Deus, por sua Palavra e Espírito, cria a Igreja, chamando homens pecaminosos de entre toda a espécie humana para a comunhão do Corpo de Cristo. Pela mesma Palavra e Espírito, ele guia e preserva essa nova humanidade redimida. A Igreja não é uma instituição religiosa nem uma denominação. Antes, a Igreja universal é formada por aqueles que se tornaram seguidores genuínos de Jesus Cristo e em sua vida abraçaram o Evangelho. A Igreja existe para adorar e glorificar a Deus como Pai, Filho e Espírito Santo. Ela também existe para servi-lo, cumprindo fielmente sua vontade na terra. Isso implica um compromisso de ver o Evangelho pregado e as igrejas implantadas em todo o mundo como testemunho. A missão básica da Igreja é fazer discípulos mediante a pregação do evangelho. Quando Deus transforma a natureza humana, isso torna-se então o principal meio de transformação da sociedade. Depois da conversão, homens e mulheres recém-redimidos são acrescentados à igreja local, na qual se dedicam ao ensino, à comunhão, à Ceia do Senhor e à oração.

Cada membro da Igreja universal deve ser parte vital e comprometida de uma igreja local. Nesse contexto, os membros são chamados para viver a Nova Aliança como povo de Deus e demonstrar a realidade do Reino de Deus. O Cristo que subiu para os céus deu dons de ministério à igreja (dentre os quais apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres) para equipar o Corpo de Cristo a fim de que possa amadurecer e crescer. Com esses dons de ministério, todos os membros da igreja devem ser nutridos e equipados para a obra de ministério. A mulher desempenha um papel vital na vida da igreja; entretanto, de acordo com o desígnio criado por Deus, não lhe é permitido que “ensine, nem que tenha autoridade sobre o homem” (1Tm 2.11; nvi). A liderança na igreja cabe a pessoas do gênero masculino. No contexto da igreja local, o povo de Deus recebe cuidado pastoral, liderança e a oportunidade de empregar os dons dados por Deus a serviço dele, uns em relação aos outros e em relação ao mundo.

Os sacramentos da Igreja. O batismo nas águas destina-se exclusivamente àquele que recebeu os benefícios salvíficos da obra expiatória de Cristo e tornou-se seu discípulo. Portanto, em obediência à ordenança feita por Cristo e como testemunho a Deus, à Igreja, a si mesmo e ao mundo, o crente deve ser imerso nas águas em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. O batismo nas águas é uma demonstração visível da união da pessoa com Cristo, na semelhança de sua morte e ressurreição. Significa que o modo antigo de viver dessa pessoa foi morto, e retrata de modo vívido a libertação dessa pessoa do domínio do pecado.

Assim como no caso do batismo nas águas, a Ceia do Senhor deve ser observada somente por aquele que se tornou seguidor genuíno de Cristo. Essa ordenança simboliza o partir do corpo de Cristo e o derramar de seu sangue a nosso favor, devendo ser observada repetidas vezes ao longo da vida cristã em sinal de participação continuada nos benefícios expiatórios da morte de Cristo. À medida que participamos da morte de Cristo em atitude de fé e auto-exame, lembramo-nos de sua morte e a proclamamos, recebemos alimento espiritual para nossas almas e manifestamos nossa unidade com outros membros do Corpo de Cristo.

A consumação. O fim de todas as coisas inclui a volta visível, pessoal e gloriosa de Jesus Cristo, a ressurreição dos mortos e a transladação dos que vivem em Cristo, o julgamento dos justos e injustos e o cumprimento do reino de Cristo no novo céu e na nova terra. Na Consumação, Satanás, com suas hostes, e todos os que estiverem separados de Cristo, são finalmente retirados da presença benevolente de Deus, experimentando punição eterna, mas os justos, em corpos glorificados, viverão e reinarão com ele para sempre. Esposada com Cristo como sua Noiva, a Igreja estará para sempre na presença de Deus, servindo a ele, rendendo-lhe louvores e dando-lhe glória para todo o sempre. Assim se cumprirá o profundo anseio da criação, e toda a terra proclamará a glória de Deus, que fez novas todas as coisas.

©1998, 2001, de Sovereign Grace. Tradução Fabiano Medeiros.

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