Graça Soberana

CENTRADOS NO EVANGELHO: reflexões cristocêntricas sobre a graça e as insondáveis riquezas do evangelho na vida de um desprezível pecador

Jeff Purswell responde: Por que se concentrar em um Salvador crucificado se servimos a um Cristo vivo? (parte 2)

[Este post é parte de uma série que aborda as perguntas mais comuns sobre como a crucificação e a ressurreição de Cristo se relacionam entre si nas Escrituras.]

Pergunta número 2: Cristo ressuscitou, e por isso tanto a cruz quanto o sepulcro estão agora vazios. Tendo isso em vista, não seria errado se concentrar em um Salvador crucificado, quando, no final das contas, servimos a um Cristo vivo?

Essa pergunta nos impõe uma falsa — e perigosa — escolha em nossa forma de enxergar a Jesus. O Salvador que adoramos e servimos é de fato um Salvador ressuscitado e glorioso, sentado à direita de Deus (Colossenses 3.1) e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder (Hebreus 1.3). No entanto, ele também é o servo sofredor que por meio de sua morte resgata a muitos (Marcos 10.45; v. tb. Isaías 53.10,11) e Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (João 1.29). Jesus crucificado estava no cerne da pregação de Paulo, que enfaticamente relembrou aos gálatas que “foi diante dos seus olhos que Jesus Cristo foi exposto como crucificado” (Gálatas 3.1). Foi precisamente porque Paulo corajosamente proclamou “Cristo crucificado” que o evangelho era uma pedra de tropeço (1Coríntios 1.23)!

Aliás, sem a cruz, não podemos conhecer a Jesus devidamente, pois é por meio dessa morte horrenda que sua identidade é revelada (João 8.28; v. tb. João 12.32,34).

Algo profundo está em jogo aqui. Pensar em Cristo sem a cruz é distorcer sua identidade e sua missão, exatamente como aconteceu com Pedro quando repreendeu Jesus por anunciar seu sofrimento e morte iminentes (Marcos 8.31-33). Podemos inferir a grandeza de Deus e o poder com base em sua criação (Romanos 1.19,20), mas é na cruz que seu amor e misericórdia são mais plenamente revelados. No novo céu e na nova terra, sem dúvida adoraremos a Cristo totalmente sem palavras, ao contemplarmos sua glória transcendente (Apocalipse 1.12-17), exaltando-o como o Leão vitorioso da tribo de Judá. Mas também cantaremos para sempre o seu louvor como o Cordeiro que foi morto, cujo sangue resgatou o povo de Deus (Apocalipse 5.6-10).

Consequentemente, jamais devemos prosseguir com outra atividade que não contemplar Jesus como nosso Salvador crucificado e assim relegar a cruz como algo do passado. A cruz deve sempre moldar nossa compreensão de Cristo no presente, uma vez que na realidade é o que ela fará por toda a  eternidade.

Jeff Purswell serve como Deão no Pastors College [Escola de Pastoras] de Sovereign Grace Ministries. É também um dos pastores da igreja Covenant Life, em Gaithersburg, Maryland, EUA.

Título: Por que se concentrar em um Salvador crucificado se servimos a um Cristo vivo? Autor: Jeff Purswell. Série: Jeff Purswell responde. Tradução: Graça Soberana/Fabiano Medeiros.

Copyright © 2010 de Jeff Purswell, © 2012 de Graça Soberana. Você pode ler o original aqui.

Solus Christus, sola gratia, sola fide, sola Scriptura, soli Deo gloria!

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