Graça Soberana

CENTRADOS NO EVANGELHO: reflexões cristocêntricas sobre a graça e as insondáveis riquezas do evangelho na vida de um desprezível pecador

Hinos e cânticos: Rocha eterna [Augustus Toplady]

O soneto do post anterior me fez lembrar de um compositor que amo muito e de um hino que me é igualmente muito querido, sobretudo porque ele retrata de modo tão vívido o amado Evangelho, a doce Boa-Notícia. Trata-se de Rocha eterna, de Augustus Toplady (1740-1778). Ouvi o cântico pela primeira vez entoado pelo Grupo Logos, no começo da década de 1980.

Anos mais tarde, em 1998, no fantástico álbum Upward: the Bob Kauflin hymns project, deparei-me com uma versão impressionante do hino, com melodia nova, contemporânea, de Bob Kauflin. Foi inspirado nessa melodia nova que resolvi me dedicar a uma nova tradução, mais próxima ao original e, portanto, no meu entendimento, entrevendo com mais clareza a límpida mensagem evangélica do poema de Tolady.
Espero que gostem. E vale demais a pena ouvir o cântico no link acima.

Rock of Ages, cleft for me

Let me hide myself in Thee

Let the water and the blood

From Thy wounded side which flowed

Be of sin the double cure

Save from wrath and make me pure

Rocha eterna, que feri,

quero abrigar-me em ti.

Possa o sangue que verteu

e a água que perdeu

do pecado me lavar,

de sua ira me poupar.

All the labors of my hands

Could not meet Thy law’s demands

Could my zeal no respite know

Could my tears forever flow

All for sin could not atone

Thou must save, and Thou alone

O labor de minhas mãos

diante de tua lei é vão.

‘Inda que zeloso eu for,

com paixão e assaz fervor,

ainda um pecador serei.

Salvação só em ti terei.

Nothing in my hands I bring

Simply to Thy cross I cling

Naked come to Thee for dress

Helpless, look to Thee for grace

To Thy fountain, Lord, I fly

Wash me Savior or I die

Vêm vazias minhas mãos;

presas a tua cruz estão.

Nu, pois quero me vestir,

esperança em ti fruir.

À tua fonte vou correr.

Vem lavar-me, ou vou morrer.

While I draw this fleeting breath

When my eyes shall close in death

When I soar to worlds unknown

See Thee on Thy judgment throne

Rock of Ages, cleft for me

Let me hide myself in Thee

Quando a morte me tragar,

derradeiro suspirar,

mundos novos conhecer,

em teu trono vou te ver.

Rocha Eterna, que feri,

quero abrigar-me em ti.

Em Salmos e hinos (hino 408), Manuel da Silveira Porto Filho (1947) nos dá a seguinte versão, já consagrada em nosso meio:

Rocha eterna, meu Jesus,/ Quero em Ti me refugiar./ Só Teu sangue lá na cruz,/ Derramado em meu lugar,/ Pode a mim, Senhor, valer,/ Do pecado proteger.

Não por obras nem penar/ Plena paz terei aqui;/ Só Tu podes consolar,/ Há perdão somente em Ti./ Rocha eterna, só na cruz/ Eu confio, ó meu Jesus!

Nada posso, meu Senhor!/ Nada eu tenho a Te ofertar!/ Sou tão-só um pecador/ Teu amparo a suplicar./ Rocha eterna, mostra assim,/ Tua graça e amor por mim!

Quando o derradeiro olhar/ A este mundo aqui volver,/ E no Trono eu Te encontrar/ Teu chamado a responder./ Rocha eterna, espero ali/ Abrigar-me, salvo, em Ti!

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