Graça Soberana

CENTRADOS NO EVANGELHO: reflexões cristocêntricas sobre a graça e as insondáveis riquezas do evangelho na vida de um desprezível pecador

Citações: Evangelho e idolatria [David Powlison]

“O que acontece com o Evangelho quando os temas da idolatria não são compreendidos? ‘Deus te ama’ em geral se torna uma ferramenta para satisfazer uma necessidade de auto-estima nas pessoas que se sentem como verdadeiros fracassos. O conteúdo específico do Evangelho de Jesus Cristo —‘graça para pecadores e libertação para quem sofreu o pecado alheio’— é minimizado ou mesmo torcido, passando a ser uma ‘aceitação incondicional para as vítimas da falta de aceitação das outras pessoas’. Quando se prega ‘o evangelho’, passa-se a seguinte idéia: ‘Deus aceita a você como você é. Deus tem uma amor incondicional por você’. Esse não é o Evangelho bíblico, contudo. […] Uma teoria da motivação segundo as necessidades das pessoas —em vez de uma teoria da idolatria— torce a solução do Evangelho num ‘outro evangelho’ que é essencialmente falso. O Evangelho é melhor que amor incondicional. O Evangelho diz: ‘Deus aceita você como Cristo é. Deus tem amor “contracondicional” por você’. Cristo leva a maldição que você merece. Cristo plenamente agrada ao Pai e dá a você sua bondade perfeita. Cristo reina em poder, fazendo-o a criança do Pai e aproximando-se de você para começar a mudar o que em você é inaceitável para Deus. Deus nunca me aceita ‘como sou’. Ele me aceita ‘como sou em Jesus Cristo’. Muda assim o centro gravitacional. O Evangelho verdadeiro não permite que o amor de Deus seja sugado para dentro da vértice da cobiça que a alma nutre por aceitação e por um senso de valor em si mesma. Antes, ele radicalmente descentra as pessoas —o que a Bíblia chama ‘temor do Senhor’ e ‘fé’— a fim de pararem de olhar para si mesmas. Os conselheiros cristãos com um viés psicologizador em geral estão muito preocupados em ministrar o amor de Deus às pessoas que vêem Deus como o maior crítico a quem jamais poderão agradar. Mas o fracasso deles em conceitualizar os problemas das pessoas nos termos que este artigo explora inevitavelmente cria uma tendência em direção ao ensino de um evangelho liberal. A cruz torna-se simplesmente uma demonstração que Deus ama a mim. Perde a força de uma expiação substitutiva por parte do Cordeiro perfeito em meu lugar, o qual convida o meu arrependimento por causa de um pecado de coração profundamente arraigado em mim.” (David Powlison, cit. C. J. Mahaney em sua mensagem The idol factory [A fábrica de ídolos].)

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Publicado em 12 de setembro de 2008 por em Graça soberana.
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