Surpresas da graça

Publicado: 31 maio, 2011 em Graça soberana

Deus sempre nos surpreende com sua graça! Ele está cuidando de nós mesmo quando chegamos a pensar que tudo está caótico e confuso, perdido e sem direção.

Há alguns meses um amigo surgiu na minha vida sem nunca ter me conhecido. O nome dele é David Ogle, das longínquas terras americanas. Ouviu falar a nosso respeito, de nosso relacionamento com Sovereign Grace Ministries, de nossa passada pelo Pastors College e também do nosso desejo de plantar uma igreja no Brasil vinculada a essa família de igrejas.

David tem incansavelmente se atualizado com nossas necessidades e pedidos de oração, tem levado esses pedidos a seu grupo pequeno para que todos lá orem por nós.

Hoje abri o email, e lá havia um link do David para esta publicação, em que ele pede oração por mim, por minha família, por minha vida e ministério num blog que ele mantém.

Aqui segue a tradução do que ele escreveu. Ao traduzir e publicar, mostro David como um exemplo de cuidado cristão sem fronteiras geográficas e aproveito para ampliar o círculo de oração. Agradeço muito a todos os que se lembrarem desses motivos.

Que Deus o abençoe neste dia e nesta semana! Obrigado, David e família. Beijo nas meninas!

Ore pelo Fabiano

Fabiano Medeiros é um irmão em Cristo, brasileiro, que vive em  São Paulo, no Brasil. Fabiano teve o privilégio de seguir a direção do Senhor e ir para o Pastors College dos Sovereign Grace Ministries, a fim de aprender mais sobre seu chamado pessoal à fé em Cristo e sobre o santo chamado para possivelmente plantar uma igreja. Embora Fabiano ainda não tenha tido uma direção clara para iniciar uma igreja no Brasil, está fielmente buscando a santidade enquanto conduz sua família às Boas-Novas de Jesus Cristo.
Por que, querido leitor, você deveria orar pelo Fabiano? Porque ele precisa de suas orações (como é o caso de todos nós!). Somente Deus pode preservar o Fabiano em uma cidade de trevas espirituais! Somente Deus abrirá caminho para que o evangelho se expanda pelo Brasil por meio de uma igreja centrada no evangelho! Somente Deus salvará os perdidos no Brasil! Então quais são alguns dos pedidos de oração dele?
1. O pai do Fabiano: Deus, por favor, ajuda-o, à medida que luta contra um câncer e com todas as dificuldades que acompanham essa provação.
2. Os filhos do Fabiano: Deus, por favor ajuda-os a te seguir, seguindo o Fabiano de perto.

3. PLANTAÇÃO DE IGREJAS: Deus, por favor, mostra com clareza um caminho para o Fabiano plantar uma igreja no Brasil junto com SG.

4. Igreja atual: Senhor, por favor encoraja ao Fabiano e a sua família com o evangelho e dá um lugar de atuação e serviço nessa igreja.

5. O emprego do Fabiano e suas finanças: Deus, por favor, conduz o Fabiano na boa administração do orçamento e a trabalhar da melhor forma para ti enquanto traduz livros cristãos. Senhor, ajuda-o a administrar seu tempo de modo que não trabalhe demais nem de menos.

6. O casamento do Fabiano: Senhor, ajuda o Fabiano a conduzir e amar sua mulher como tu diriges e amas a igreja. Abençoa-o com muitos frutos do evangelho em seu lar. Permite que ele ame e seja amado por sua mulher. Ajuda-o a amar e a estender graça a sua família, assim como ele recebeu graça.

Por favor, ore… As coisas acontecem quando oramos.

Se você tiver uma mensagem de encorajamento para o Fabiano e a família, vou garantir que ele a receba.

Prezado Deputado Marco Feliciano,

É com grande preocupação que nós, cristãos comprometidos com o Evangelho de Cristo Jesus e os valores da Reforma protestante, vemos suas declarações referentes aos negros africanos e ao homossexualismo. Ao se definir como pastor evangélico, o senhor assumiu o compromisso de defender as verdades do Evangelho, conforme ensinado por Cristo Jesus e seus apóstolos no Novo Testamento. No entanto, seus pontos de vista não condizem com a Verdade que o senhor afirma defender.

Nós, cristãos juntos pelo Evangelho, repudiamos qualquer ensino que associe a maldição lançada a Canaã com o povo africano. Em Gênesis 9.24-27, vemos que a maldição é lançada apenas sobre Canaã e não sobre os demais filhos de Cam e que ela consistiria na servidão aos filhos de Sem e de Jafé, o que acontece quando o povo de Israel conquista as cidades cananeias por meio de Josué. A exegese de Gênesis 10.16-19 mostra que os cananeus habitaram o Oriente Médio e não a África. Além disso, a leitura do Antigo e do Novo Testamento mostra que os cananeus se misturaram com os judeus e que o próprio Senhor Jesus Cristo é descendente da cananeia Raabe (Mateus 1.5).

Nós, cristãos juntos pelo Evangelho, repudiamos a sua declaração de que “A podridão dos sentimentos dos homoafetivos levam (sic) ao ódio, ao crime, à rejeição”. Ao contrário, reafirmamos o ensino da depravação total ensinado por Paulo em Romanos 3.9-18, que mostra que todos os homens, independentemente de opção ou comportamento sexual, são injustos, inúteis, cheios de amargura e prontos a fazer o mal, andando em caminhos de destruição e miséria. Não são os sentimentos homoafetivos, mas sim nossa morte espiritual e amor pelo pecado (Efésios 2.1-3) que nos tornam praticantes do ódio, do crime e da rejeição.

Nós, cristãos juntos pelo Evangelho, reafirmamos ao senhor e à sociedade que segundo o ensino bíblico todos os homens, independentemente de povo, etnia, comportamento sexual ou classe social, estão sem distinção debaixo da ira de Deus, porque todos pecamos (Romanos 3.23), sendo por isso dignos de morte (Romanos 6.23). E é com ênfase ainda maior que nos lembramos de que Cristo Jesus se fez maldito no lugar de todo ser humano que, independentemente de povo, etnia, comportamento sexual ou classe social (Gálatas 3.13), se volta para ele, arrepende-se de seus pecados, crê em sua ressurreição, confessa sua divindade e invoca seu nome (Romanos 10.9-12). Esse é o verdadeiro Evangelho!

Não aceitaremos mais que a mais bela verdade já ensinada aos homens seja manchada e distorcida publicamente por quem deveria defendê-la. E, por isso, protestamos contra seus posicionamentos e o exortamos, em nome de Jesus Cristo, a arrepender-se desse pecado.

Cristãos Juntos pelo Evangelho

Continuo aqui o post em que relatei meu testemunho sobre a reforma pessoal, lenta e gradativa que Deus operou na minha vida ao longo dos últimos vinte anos ou mais. Como afirmei, minha empolgação com os novos reformados está no fato de o movimento reforçar a visão complementarista. Mais ainda por não abraçar (ao menos em boa parte) o cessacionismo. E sobretudo por estar calcado nas convicções bíblicas da Reforma.

Mas quero me focar nessa última razão apontada para o meu entusiasmo: o fato de estar o movimento calcado nas convicções bíblicas da Reforma. E quero mostrar que não me empolga somente isso, mas mais ainda o fato de o movimento ser um repensar dessas verdades, uma reaplicação delas ao momento atual. E por isso estendo meu apoio, ainda sabendo que hoje entendemos pouco dos limites do movimento e não podemos nos ater a um rótulo, como bem disse Juan de Paula Siqueira, nem nos permitir cair na idolatria do movimento, como lemos nos 5Calvinistas.

As observações que se seguem podem ser falhas e até equivocadas. Por isso mesmo, apresento-as como reflexões para que você pense junto comigo. (Aliás — você descobrirá —, essa é uma das características mais caras dos novos reformados que ansiamos ver reproduzidas aqui no Brasil: unirem-se para humildemente ouvir um ao outro, deixando de lado as diferenças e construindo sobre os alicerces das convicções que lhe são preciosas e comuns: o Evangelho!)

Os novos reformados parecem ter sido pela primeira vez identificados como “novos calvinistas” pela revista Time, numa matéria em que o “movimento” era citado como uma das 10 maiores influências a transformar o mundo dos nossos dias. Nos Estados Unidos, é um movimento em franca expansão, com destaque para nomes como John Piper (que estará na Conferência Fiel de 3 a 7 de outubro deste ano), Mark Driscoll, Wayne Grudem (que o Mackenzie acaba de trazer para São Paulo neste mês de março) e C. J. Mahaney (v. abaixo outros nomes de algum modo ligados ao movimento). Na Inglaterra, temos Terry Virgo e Adrian Warnock.

Driscoll esboça os novos reformados

Creio que o centro do pensamento neorreformado é mesmo, como esboçou Mark Driscoll, a restauração do evangelho da graça, com sua ênfase na soteriologia da Reforma sem a necessária manutenção de todos os aspectos da tradição reformada ou ao menos com certo “arejamento” dessa tradição. Não somente isso, mas uma revisitação da visão complementarista, revitalizando a velha luta pela verdade bíblica segundo a qual homens e mulheres estão em pé de igualdade diante de Deus em seu valor, sem serem iguais em papel e função. Essa restauração da visão complementarista dos novos reformados faz frente ainda de forma mais eficaz ao feminismo e ao homossexualismo rompantes da sociedade e da igreja de nossos dias. Junto com isso, vemos um retorno à valorização da obra do Espírito em contrapartida ao cessacionismo presente na tradição reformada em geral, pelo menos em seus desenvolvimentos posteriores. E uma guinada rumo a uma visão mais orgânica da igreja.

A propósito desse último ponto, por exemplo, os Sovereign Grace Ministries de Mahaney lutam para não ser reduzidos a uma denominação e se consideram uma “família de igrejas”, termo mais orgânico e vitalizado. New Frontiers, de Terry Virgo, na Inglaterra, outro exemplo, seria uma ala reformada saída do movimento restauracionista da década de setenta na Inglatera, movimento esse que tanto influenciou desde Juan Carlos Ortiz até as incontáveis comunidades evangélicas sem nome do Brasil. Embora New Frontiers tenha se distanciado muito das ideias do movimento restauracionista, tem em comum com ele uma característica mais “orgânica” em sua estrutura, o que também influenciou Sovereign Grace. A Atos 29, de Mark Driscoll, é ainda mais “livre” em sua estruturação que esses dois movimentos, apresentando a ideia de uma rede de igrejas independentes. Junto com essa inclinação para os relacionamentos entre igrejas e líderes de uma mesma “família” ou não, vem uma maior sensibilidade para com o mundo de hoje (não necessariamente uma ênfase desmedida na às vezes famigerada “relevância”), com uma consideração às questões prementes do presente em uma cultura pós-moderna e com o senso de que a igreja é mesmo mais que paredes e de que, mais que trazer pessoas para a igreja, devemos entender que nós somos a igreja entre as pessoas.

Muito mais nos une

Mas há muito mais em comum entre os novos reformados (e entre eles e os “velhos” reformados), o que quero procurar mostrar aqui de forma experimental e singela, para depois tentar demonstrar por que uma avaliação dessa natureza é tão crucial para nos unirmos e nos fortalecermos no Brasil. E começaria propondo aqui que os novos reformados de forma geral parecem se esforçar por aplicar 4 “R”s às convicções reformadas. Eles: Leia o resto deste post »

Neste e nos próximos posts, quero fazer coro a Helder Nozima, Filipe Niel e Juan de Paula a respeito da nossa necessidade de 1) entender melhor o movimento neorreformado, 2) assentar seus alicerces no Brasil, 3) encontrar nossa vertente brasileira, 4) promover unidade e união para engrandecimento do Evangelho da Graça e 5) nos cercar do apoio dos nossos inestimáveis irmãos reformados, de quem herdamos nossas convicções mais caras a respeito da Palavra de Deus e do Evangelho.

Aqui explico meu apoio. E peço sua permissão para fazê-lo narrando brevemente meu testemunho. Nos posts seguintes, quero 1) refletir um pouco sobre o que define os contornos do movimento e 2) pensar junto com nossos irmãos acima e com você que me lê sobre os passos que podemos e devemos tomar para ver a disseminação das velhas verdades bíblicas da Reforma.

Nasci e fui criado em uma igreja arminiana e pentecostal. Quinze anos me viram por aqueles arraiais! Aprendi muito sobre Deus e muito me inspirei pela paixão de nossos irmãos, mas sofri muito com a licenciosidade. Eu ansiava desesperadamente encontrar a fórmula da vida santificada. Entre aqueles meus irmãos arminianos e pentecostais, embora houvesse uma considerável dose de legalismo mais enrustido, havia, sobretudo entre os jovens, a tendência à vida dupla, isso quando não se convivia com o pecado na própria igreja sem que jamais se confrontasse amorosamente o pecador. Os jovens amavam a Deus e queriam viver para ele, mas não tinham recebido os nutrientes, as vitaminas da Palavra que seriam capazes de fortacê-los e os conduzir para mais perto de Deus. E mais triste ainda: não conheciam o Evangelho que salva, jsutifica, santifica e preserva até a glorificação! Não conheciam, isso mesmo! Era um evangelho no mínimo nebuloso, já com os embriões do que mais tarde se desenvolveria no neopentecostalismo, em que a cura, a libertação, as experiências e as benesses eram vistas como prova do favor divino e eram mais buscadas que o próprio Doador dessas dádivas. As Escrituras não eram autoridade inquestionável, e havia padrões secundários, como a tradição, os dons sobrenaturais confusos e dissensiosos, o emocionalismo, o subjetivismo e o mundo, com a sua cultura! Uma igreja que já namorava com o materialismo, com o feminismo, com o relativismo… Leia o resto deste post »

Canção do evangelho

Publicado: 11 fevereiro, 2011 em Graça soberana

Um presente para você de quem o recebeu de graça. Obrigado, Voltemos ao Evangelho, mais uma vez por legendar e nos dar em português uma mensagem tão singela e profunda ao mesmo tempo, e tão verdadeira e bela!

Além da bela ilustração, somos gratos a Deus por este querido irmão, o pastor John Piper, e por sua fidelidade, intrepidez e clareza ao expor o verdadeiro evangelho da graça. E gratos somos também a Deus pela linda voz que deu a Shannon Harris, a sensível e inspirada intérprete do cântico. Deus os abençoe, ilustrador, Piper, Shannon e Vini! Leia o resto deste post »

O vídeo abaixo, altamente recomendado, apresenta uma perspectiva muito interessante sobre o que mais importa no culto. E aborda a questão das artes e da criatividade versus a centralidade do evangelho.

Muito bem-vindo nestes nossos tempos…

Um agradecimento especial à turma do Voltemos ao Evangelho pela legenda em português!

A Universidade Presbiteriana Mackenzie vem recebendo ataques e críticas por um texto alegadamente “homofóbico” veiculado em seu site desde 2007. Nós, de várias denominações cristãs, vimos prestar solidariedade à instituição. Levantamo-nos contra o uso indiscriminado do termo “homofobia”, que pretende aplicar-se tanto a assassinos, agressores e discriminadores de homossexuais quanto a líderes religiosos cristãos que, à luz da Escritura Sagrada, consideram a homossexualidade um pecado. Ora, nossa liberdade de consciência e de expressão não nos pode ser negada, nem confundida com violência. Consideramos que mencionar pecados para chamar os homens a um arrependimento voluntário é parte integrante do anúncio do Evangelho de Jesus Cristo. Nenhum discurso de ódio pode se calcar na pregação do amor e da graça de Deus. Leia o resto deste post »